DOR DURANTE A PENETRAÇÃO VAGINAL EM RELAÇÕES HOMOSSEXUAIS
A homossexualidade é definida como a atração sexual, exclusiva ou preferencial, por pessoas do mesmo sexo. Assim como ocorre com os heterossexuais, homossexuais masculinos ou femininos estão sujeitos às alterações do ciclo da resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo e resolução), resultando em disfunções sexuais.

Nas mulheres as principais queixas são o transtorno do interesse/excitação sexual feminino, transtorno do orgasmo e transtorno de dor genito-pélvica à penetração.

Há poucos estudos sobre as disfunções sexuais em homossexuais, mas observa-se uma prevalência alta, em torno de 50 a 80% de pelo menos uma queixa relacionada à função sexual. Em termos de práticas sexuais, mulheres homossexuais praticam mais masturbação, enquanto mulheres heterossexuais praticam mais sexo vaginal.

Em um estudo populacional (Burri; Rahman, Santilla et al, 2012), constatou que mulheres homossexuais têm mais queixas de insatisfação sexual e desejo sexual hipoativo do que mulheres heterossexuais. As queixas relacionadas à excitação, dificuldade de lubrificação, orgasmo e dor no ato sexual não apresentaram diferença significativa de prevalência entre hetero e homossexuais.

A respeito da frequência de atividades sexuais, a maioria dos estudos demonstra que os casais homossexuais femininos praticam menos sexo que casais heterossexuais e homossexuais masculinos. Entretanto, menor frequência não está necessariamente relacionada à maior insatisfação sexual, e pode ser explicada, segundo alguns autores, pela dificuldade do sexo feminino em tomar a iniciativa do ato sexual.

A dor genito-pélvica à penetração

A dor genito-pélvica é uma disfunção sexual que está presente quando a mulher sente dor com frequência durante a relação sexual, e pode ser classificada de acordo com o local que é sentida na região vaginal, como superficial, intermediária e profunda. Algumas mulheres sentem no início da penetração, durante ou após a mesma.

Como consequência da dor constante pode gerar diminuição da frequência sexual, afastamento íntimo entre o casal, tristeza, pensamentos de incapacidade de fazer o outro feliz sexualmente e a si próprio, e baixa autoestima.
Para algumas mulheres a dor na penetração vaginal quando se utiliza objetos, dedos, pênis ou vibradores pode ser percebida como dor aguda, ardência, e em queimação, com diferentes intensidades (leve, moderada e acentuada). Em alguns casos pode impossibilitar relações sexuais com penetração, o vaginismo.
As causas podem ser diversas, como físicas, emocionais, orgânicas, de relacionamento e outras. Algumas mais comuns são:

- Pouca lubrificação e excitação durante a penetração vaginal;
- Inflamação ou infecções genitais, como cistite;
- Endometriose;
- Tensões musculares no períneo (hipertonia);
- Fatores emocionais, como vergonha, medo, tabus educacionais, familiares e religiosos, traumas sexuais, e outros.

Mulheres em relações homosessexuais podem apresentar dificuldades nas práticas sexuais por não conseguir usar produtos que estimulam a relação íntima, como o uso das capas penianas extensoras, cintos de couro sem ou com prótese, vibradores, próteses de silicone ou gel, plugs e outros. 
Como consequência pode haver afastamento íntimo entre o casal e término do relacionamento.

Como melhorar a dor genito-pélvica?

Indica-se uma consulta com o médico Ginecologista para avaliações e exames físicos, e de acordo com os resultados podem contribuir para o tratamento o Fisioterapeuta Pélvico e Psicólogo.

A HotFLowers preocupa com a saúde íntima e sexual dos seus clientes, por isso lançou a linha A SAÚDE DO SEU PRAZER, são produtos desenvolvidos pela Fisioterapeuta Pélvica Fabiane Dell´ Antônio.

Alguns produtos contribuem na melhora dos músculos do assoalho pélvico e atuam na melhora da dor genito-pélvica, como:

1- Bolsa térmica Termodell;
2- Peridell e capa Facidell;
3- Dilatadores anais e vaginais DELL;
4- Massageadores Pélvicos D-Dell.

Os produtos acompanham instrução de uso, mas a Empresa HotFlowers e Fabiane Dell`Antônio disponibilizam em suas redes sociais vídeos e artigos com orientações de uso para contribuir na melhora destes sintomas.

Recomendamos que o tratamento físico tenha o acompanhamento e orientação de um profissional Fisioterapeuta Pélvico.

Fonte:https://www.researchgate.net/publication/281827499_Disfuncoes_sexuais_em_homossexuais (acesso agosto de 2018)


Fabiane Dell` Antônio
Fisioterapeuta, Palestrante e Consultora
* Mestrado em Ciências da Saúde Humana – UnC / SC
* Especialização em Neuropsicologia e Aprendizado – PUC / PR
* Especialização em Fisioterapia em Uroginecologia  – CBES / PR
* Especialização em Sexualidade Humana – USP / SP     
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