Abordagem da Fisioterapia com o Peridell e Dilatadores Dell contribuem na melhora da dor durante a penetração

21/05/2020

Abordagem da Fisioterapia com o Peridell e Dilatadores Dell contribuem na melhora da dor durante a penetração
A resposta sexual normal é descrita como uma sequência flexível e variável, e as fases da resposta sexual feminina podem se sobrepor, sendo influenciadas por respostas psicológicas e físicas. Algumas pessoas apresentam disfunção sexual por adquirirem uma alteração ou interrupção em uma das fases, ocasionando comprometimento na sexualidade de homens e mulheres.

Nas mulheres existem duas disfunções que podem prejudicar muito o relacionamento íntimo, o vaginismo (dificuldade ou impossibilidade de penetração vaginal) e a dispareunia (dor durante ou após a penetração vaginal).

Uma pesquisa foi realizada com 15 mulheres com idade entre 18 e 40 anos, sendo que 15 apresentaram diagnóstico de Dispareunia (dor durante ou após a penetração vaginal) e 4 o diagnóstico de Vaginismo. Todas realizaram 16 sessões de fisioterapia na área pélvica, com duração de 50 minutos.

O objetivo deste estudo foi comprovar a eficácia do tratamento primário com a Fisioterapia nos transtornos de dor gênito-pélvica/penetração.
As técnicas utilizadas no tratamento foram: treinamento dos exercícios perineais, respiração diafragmática, eletroestimulação, massagem perineal manual, e o uso do Massageador Terapêutico Peridell (Hot Flowers) para liberação miofascial e de pontos de gatilhos em músculos adutores, piriforme, obturador interno e elevadores do ânus. Outro produto da linha Dell utilizado nesta pesquisa foram os dilatadores DELL (Hot Flowers), com aumento no tamanho de forma gradual, por tempo entre 10 a 15 minutos.
A massagem com o Peridell contribui na normalização do tônus, no relaxamento, no aumento da conscientização e propriocepção do períneo, no aumento da elasticidade e abertura do canal vaginal, na diminuição da dor e do medo diante a penetração vaginal. 

Os dilatadores Dell contribuem na dilatação muscular local, melhora da dessensibilização e relaxamento, facilitando a penetração.
As mulheres foram avaliadas antes do início do tratamento e preencheram o questionário para o índice de Função Sexual Feminina (FSFI) e pontuaram a escala Visual Analógica (EVA). Repetiram estes no final das 16 sessões.

Os pesquisadores concluíram com este estudo que o protocolo de Fisioterapia utilizado obteve resultados significativos na melhora da dor e função sexual dessas mulheres.
Em dezembro de 2019 foi publicado um artigo intitulado Physiotherapeutic approach in genito-pelvic pain/penetration disorder (Abordagem fisioterapêutica do transtorno de dor gênito-pélvica/penetração).


Pesquisadores: Ana Carla da Silva Nunes, Carla Iasmin Lima Lemos, Nazete dos Santos Araújo, Erica Feio Carneiro Nunes, Cibele Nazaré Câmara Rodrigues. Universidade Federal do Pará, Belém. Brasil.

Artigo publicado no Manual Therapy, Posturology & Rehabilitation Journal. ISSN 2236-5435.  


Pesquisar

Encontre o post que você procura!