O PRAZER FEMININO
A resposta sexual é composta pela interação de fatores psicossociais, físicos e familiares, e estes compõem-se de quatro fases (desejo, excitação, orgasmo e resolução). A interrupção, por vários fatores, em uma ou mais destas fases determinam disfunção sexual. Para estudiosos da área há algumas situações que podem prejudicar a resposta sexual normal, como algumas doenças agudas ou crônicas, medicamentos, tabagismo e etilismo, anomalias genéticas ou congênitas, traumas físicos e sequelas cirúrgicas. Assim como fatores emocionais negativos, imagem corporal inadequada, experiências sexuais traumáticas, insegurança no desempenho sexual, relação sexual com dor, história de abuso sexual, fatores educacionais e culturais, desinformação sobre sexualidade, ortodoxia religiosa e conflitos com o parceiro. Em estudo conduzido na França com 154 gestantes que estavam grávidas pela primeira vez, observou-se que 91% das entrevistadas conheciam a palavra períneo. Somente 14% das entrevistadas afirmaram conhecer e localizar visualmente o períneo no seu corpo. Já em pesquisa realizada por Abdo et al. (2002) com 2.835 brasileiros, observou que 92,1% das entrevistadas não se tocam para o autoprazer. Deste modo, a falta de conhecimento da sua própria anatomia e resposta sexual, motivados por medo, vergonha e culpa, criam um clima destrutivo para a vida sexual de muitas mulheres. O desconhecimento sobre a própria sexualidade e a desinformação sexual são capazes de desencadear problemas emocionais nas mulheres e alterar seu prazer sexual. Um grande número de mulheres realmente tem dificuldade para chegar ao orgasmo, principalmente durante o ato sexual, e mais especificamente com a penetração. Para chegar ao orgasmo com maior facilidade é importante conhecer melhor o próprio corpo para depois se sentir mais à vontade com o corpo do outro. Assim como é importante a musculatura local estar saudável. Autora: Fabiane Dell` Antônio Referências: Ferreira, Souza, Amorim, 2007; Tonneau et al., 2007; Bianco et al., 2004; Penteado et al., 2004; Moreno, 2009.
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